Mostrando postagens com marcador saúde. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador saúde. Mostrar todas as postagens

17 fevereiro 2013

Sem glúten



Levou um tempo mas descobrimos que a nossa filha é intolerante ao glúten.
O glúten está no trigo, no centeio, na cevada e na aveia então ela precisa se manter em uma dieta rigorosa para não passar mais por aquelas crises horríveis e pelo mal estar infinito que vinha experimentando.
Pesquisei bastante e estamos nos acostumando com a novidade.

Graças a Deus não é o fim do mundo! Só é diferente.
Já fiz cupcake de chocolate sem glúten e ficou delicioso, igualzinho ao "normal".

Existem todos os tipos de alimentos à venda em supermercados sem glúten, o que é muito prático.
Até aqui, o único probleminha estava sendo o pão mas depois do fracasso da primeira tentativa, conseguimos saborear um pão quentinho, sem glúten e muito gostoso. Nada como o pãozinho da padaria, ainda,  mas foi um sucesso!



    Beijos, 
Aurea

23 dezembro 2012

Festa saudável


Saiba como deixar sua festa de fim de ano mais saudável

publicado em 19 de de dezembro 2012 por Debora Moscardini
    O final do ano é uma época de festas e comemorações que costumam reunir a família e os amigos e normalmente envolvem muita comida. Mas isso não significa que é necessário abandonar a dieta exagerando no consumo de alimentos e deixando de lado os alimentos saudáveis. Confira 5 dicas para preservar o sabor das refeições comemorativas mantendo uma alimentação saudável.

1 – Ofereça petiscos aos convidados: Ao contrário do que se pensa, petiscos podem ser saudáveis e nutritivos. Oferece-los antes da ceia pode ajudar a não exagerar no consumo de alimentos durante a refeição. Combinar frutas secas e castanhas, como pistache e sementes, é uma boa pedida. Servir com pão integral cortado em pequenos pedaços com patês exóticos também é muito saboroso, com certeza seus convidados vão gostar.
 2 – Não exagere nas bebidas alcoólicas: além do álcool em excesso prejudicar a saúde de maneira geral, esse tipo de bebida é bastante calórica e pode prejudicar o organismo se consumida exageradamente. Substituí-las por sucos e batidas naturais é muito mais nutritivo e ajuda a manter o corpo hidratado e saudável.
 3 – Comece pela salada: Uma salada com ingredientes variados é uma ótima dica para qualquer refeição. No final do ano, é ainda mais importante, pois grande quantidade de alimentos é consumida e a salada além de ajudar a manter o bom funcionamento do intestino, quando consumida antes da refeição aumenta a sensação de saciedade, o que ajuda a comer menos durante a ceia.
 4– Sim, você deve escolher: Não é necessário comer tudo que tem na mesa. Escolha as delícias de sua preferência, monte seu prato sem exagerar na quantidade e sem deixar de lado as preparações saudáveis. Sempre sobra e na refeição seguinte você pode experimentar o que ainda não comeu.
 5 - Na hora da sobremesa: Existem muitas receitas que são típicas dessa época do ano, inclusive doces. Uma dica é sirva em potes pequenos, onde a sensação de estar comendo bastante é maior e de preferência às frutas e aos doces feitos com elas, além de serem bastante saborosos e geralmente mais refrescantes, ajudam a controlar o consumo de calorias.
publicado em 19 de de dezembro 2012 por Debora Moscardini 
*Fonte Nutrella
Fonte: http://dietaja.uol.com.br/

22 dezembro 2012

Hábitos saudáveis

10 Resoluções mais Saudáveis para o Ano Novo


Ao invés de regime, crie hábitos saudáveis para emagrecer! Criar um novo hábito por vez prolonga os benefícios de uma boa alimentação associada à prática regular de atividade física. Veja 10 resoluções saudáveis para começar o ano com bastante saúde e disposição:

1-) Resolução antiga: comer menos gordura.

Nova resolução: desfrute de alimentos ricos em ômega-3, pelo menos duas vezes por semana. Esse ácido graxo “do bem” otimiza a função cerebral, além de prevenir contra as doenças cardiovasculares. As sementes de chia e linhaça, bem como os peixes de águas frias e profundas como atum, sardinha e salmão são excelentes fontes dessa gordura.

2-) Resolução antiga: comer mais vegetais.

Nova resolução: experimente novos sabores! Atente-se a variedade! Não vale comer sempre os mesmos alimentos. Lembre-se de que cada um deles possui um tipo de nutriente diferente do outro. Portanto, quanto mais colorido for o prato, maior a diversidade de nutrientes ele irá conter!

As folhas podem ser consumidas como saladas; os legumes na forma de sopas, cremes, suflês, grelhados e, as frutas, como sucos e deliciosas sobremesas! Use a sua criatividade!

Dica da nutricionista: frutas desidratadas são excelentes opções para os lanches nos intervalos das refeições. E as farinhas de vegetais liofilizados são uma maneira prática de adicionar vitaminas, fibras e minerais à dieta!

3-) Resolução antiga: cortar carboidratos.

Nova resolução: substitua os carboidratos refinados (pobres em nutrientes) pelas versões integrais (arroz, pães, biscoitos, massas integrais, etc.), ricas em fibras e antioxidantes que ajudam a prevenir contra doenças degenerativas.

4-) Resolução antiga: reduzir o consumo de sal.

Nova resolução: Abuse das especiarias. O sal é um dos maiores vilões da alimentação, uma vez que seu consumo excessivo está relacionado ao desenvolvimento de doenças crônicas, como a hipertensão arterial, doenças cardiovasculares, desenvolvimento de osteoporose, câncer gástrico, mortalidade por acidente vascular cerebral (AVC) e sobrecarga renal.

Os condimentos e temperos naturais são excelentes opções para substituição do sal. Realçam o sabor, aroma e aparência dos alimentos, melhoram a digestão e são fontes de vitaminas, minerais e nutrientes antioxidantes.

Dica da nutricionista: prepare um sal de ervas para usar em substituição ao sal refinado! Basta bater no liquidificador algumas ervas como (alecrim, orégano, manjericão e salsinha), junto de 100g de sal marinho e colocar a mistura no saleiro.

5-) Resolução antiga: parar de petiscar.

Nova resolução: programar-se para realizar pequenos lanches saudáveis entre as grandes refeições. Essa prática obriga-nos a comer menos em cada uma delas, já que não haverá longos períodos de jejum.

Oleaginosas, frutas, iogurte com cereais (aveia, quinua, amaranto) e cookies integrais são ótimas alternativas!

6-) Resolução antiga: não comer alimentos nocivos à saúde.

Nova resolução: escolha um alimento saudável por vez. Mudar radicalmente os hábitos alimentares é difícil, pode desanimar uma pessoa e até fazê-la desistir de adquirir uma vida mais sadia. Pode ser feita uma troca por semana: começando a substituir o refrigerante pelo suco; depois o açúcar refinado pelo mascavo; as frituras pelos assados, cozidos e grelhados e assim por diante.

7-) Resolução antiga: entrar em forma.

Nova resolução: caminhe meia hora por dia - ao invés de tentar passar horas a fio na academia por um ou dois meses e, desistir no mês seguinte - basta colocar um pé na frente do outro, todos os dias! Ao contrário de outras formas de exercício, a caminhada é apropriada para quase todas as pessoas, especialmente os sedentários, que devem aumentar a intensidade do exercício gradualmente. Além de ser econômica, já que não precisa necessariamente estar matriculado em uma academia.

A prática regular de exercício físico ajuda a prevenir contra o sobrepeso e a obesidade, melhora a oxigenação, a circulação sanguínea, aumenta a disposição e a resistência do organismo.

8-) Resolução antiga: não me estressar.

Nova resolução: praticar meditação. Essa prática reduz a ansiedade, torna a respiração equilibrada e profunda e melhora a oxigenação e a frequência cardíaca. Em situações de estresse aumentamos o nível de um hormônio chamado cortisol, que provoca o aumento dos estoques de gordura na região abdominal e colabora com a compulsão alimentar. Sem contar que muitas pessoas buscam alívio através da comida, aumentando a ingestão de alimentos, que na maioria das vezes são pouco saudáveis.

9-) Resolução antiga: dormir mais.

Nova resolução: a ambiciosa meta de mais horas de sono pode evaporar diante de uma agenda lotada. Para que isso não aconteça, programe-se para dormir 30 minutos mais cedo do que o horário habitual.

Tomar um banho morno antes de se deitar pode ser interessante, já que a água quente ajuda a relaxar os músculos. Outra dica é preparar uma infusão calmante com ervas como camomila, capim limão, melissa e maracujá. Além disso, pingar algumas gotas de óleo essencial de lavanda, também deve ajudar a induzir um sono tranquilo.

10-) Resolução antiga: ser auto suficiente.

Nova resolução: peça ajuda antes que a motivação desapareça! As boas intenções das promessas de emagrecimento nem sempre chegam para nos ajudar a alcançar o patamar desejado. Se a motivação desaparece e interrompe o novo caminho, você vai achar que “não valeu a pena o esforço”. Peça ajuda a quem sabe. O nutricionista é o profissional adequado para avaliar as necessidades específicas de cada indivíduo e elaborar um plano alimentar seguro e eficiente, para que as metas sejam alcançadas.

É possível conquistar hábitos saudáveis com pequenas medidas. Aos poucos, além de emagrecer, a saúde melhorará e esses benefícios durarão por muito mais tempo. É preciso, no entanto, saber que nada é tão simples como parece: desenvolver novos hábitos saudáveis demora e exige muita paciência e disciplina. Assim como manter uma dieta, começar uma nova vida com hábitos saudáveis é difícil e, com o tempo, pode causar desânimo e desistências. Planejar-se e começar aos poucos são duas regras de ouro no início, já que mudar radicalmente a rotina provoca um grande impacto. Estabeleça uma meta e, para alcançá-la, adote um hábito novo a cada semana ou a cada mês — a frequência depende da sua vontade e do quanto os hábitos não saudáveis estão enraizados em sua vida.

Fonte: Flavia Figueiredo – nutricionista da rede Mundo Verde.

http://www.mundoverde.com.br/

21 dezembro 2012

A Sílvia conseguiu!


Ela emagreceu 102 quilos sem remédios ou cirurgia


Sílvia Bonini conseguiu emagrecer em quatro anos com terapia e força de vontade. Foto: Divulgação
Sílvia Bonini conseguiu emagrecer em quatro anos com terapia e força de vontade
Foto: Divulgação


Se você faz parte do grupo de mulheres que vive em guerra com a balança só para reduzir alguns centímetros da cintura, já sabe que emagrecer não é nada fácil. Agora, imagine perder mais de 100Kg, sem qualquer ajuda dos recursos rápidos e tentadores da medicina. Parece uma missão impossível? Não foi para a antropóloga Sílvia Bonini Regiani, de Londrina (PR)
Acredite, Sílvia realizou a proeza de passar dos 167Kg para os atuais 65Kg, em quatro anos, basicamente com força de vontade e terapia. Hoje, aliás, com a auto-estima lá no alto, fez questão de registrar sua história de luta e sucesso no recém-lançado livro Mulhersegura.com - 102 quilos a menos sem redutores de apetite e sem cirurgias (Artgraf Gráfica e Editora).

Quem acha que a autora recheou as páginas com alguns truques novos e dietas malucas pode se decepcionar. "Algumas pessoas compram o livro achando que vão descobrir receitas para cozinhar e tomam um tapa na cara", alerta Sílvia. O objetivo da antropóloga foi narrar a sua difícil relação com a comida desde a infância, seus problemas de saúde desencadeados pela obesidade e, finalmente, como conseguiu dar a volta por cima.

Sua relação com a comida
Aos 27 anos, no auge da sua obesidade, Sílvia (com 1,81m e 167 kg) recebeu um ultimato de seu médico: ou ela perdia peso ou poderia morrer. O aviso não foi dado simplesmente para assustá-la - e, quem sabe, motivá-la a fechar a boca. A antropóloga já sofria com diabetes tipo 2, hipertensão e hipotireoidismo, desencadeados pelos quilos em excesso, e o seu estado de saúde só poderia piorar.

Por conta dessas doenças, aliás, ela também foi obrigada a abrir mão de inibidores de apetite e da redução de estômago. Ou seja, sua única saída foi recorrer à boa e velha recomendação: reeducação alimentar e a prática de exercícios físicos. Antes, porém, de começar a se mexer Sílvia precisou lidar com o peso das emoções. 

"Foi muito dolorido, eu tinha uma relação emocional muito forte com a comida, e tiraram isso de mim, de uma só vez", conta. A antropóloga se refere a todas as questões psicológicas que envolvem a obesidade (uma doença que está longe de ser um problema apenas estético e físico). Não foi à toa que, durante o processo de emagrecimento, a autora precisou contar com a ajuda de um psiquiatra, além do endocrinologista e de um médico especialista em tireóide, diabetes e hipertensão. 

Segundo Sílvia, essa ajuda foi essencial para que ela começasse a se aceitar, a recuperar sua auto-estima e a lutar contra o problema. Foi o psiquiatra que a ajudou a superar a ansiedade e os sintomas de depressão.

A antropóloga sempre foi aquela criança gordinha que a família tanto gosta. Os familiares adoravam agradá-la com guloseimas e a incentivaram bastante a ter gosto pela comida."As pessoas herdam não somente os genes, mas o ambiente também", concorda o endocrinologista Márcio Mancini, presidente do Departamento de Obesidade da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) e da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade (Abeso). "A criança internaliza os costumes de alimentação da família", explica.

O problema é que, na escola, Sílvia e tantos outros gordinhos como ela precisaram lidar com as discriminações, os apelidos, a humilhação. Esse sentimento de não pertencer ao grupo costuma ser combatido, então, com a comida.

"O ato de comer ativa a área da recompensa e do prazer no cérebro que, quando estimulada, faz você se sentir feliz", explica a neurologista Denise Menezes, professora do curso de Psicologia do Desenvolvimento da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). "É a mesma área estimulada com o uso de drogas ou quando se está apaixonado. Ela proporciona uma sensação de bem-estar, felicidade, plenitude."

Comer, portanto, era um vício para Sílvia. "Fiquei escrava da comida, às vezes, nem percebia que estava comendo", desabafa. Silvia ingeria quatro mil calorias, diariamente, e reduzir esse nível para duas mil calorias foi um sacrifício. "No começo, eu me declarei morta, porque perdi a única relação que eu ainda tinha com o mundo, que era com a comida", conta.

Processo lento e difícil
Desde pequena, a maneira que Sílvia encontrou de se proteger dos olhares preconceituosos e das provocações externas foi tornar-se uma menina agressiva, isolada. E esse jeito fez com que o processo de emagrecimento se tornasse ainda mais difícil.

Ela lembra que precisou, primeiro, admitir que precisava de ajuda e começar a enxergar quem era e por que estava agredindo a si própria (descontando suas frustrações na comida, inclusive) e as pessoas ao redor. "A maior dor da minha vida foi quando descobri que ninguém iria me salvar, que eu deveria tomar uma atitude. Chorei por três dias seguidos", conta.

Buscar ajuda na terapia foi o primeiro passo para Sílvia começar a mudar suas atitudes frente à mesa e à vida. Segundo a neurologista Denise, quando o prazer de comer é uma tentativa de suprir alguma carência, a comida ingerida nunca será suficiente, porque sempre ficará a sensação de vazio. "Nesse caso, uma boa terapia ajuda a investigar qual é, afinal, a razão dessa compulsão alimentar", garante a especialista. Decifrada a mensagem, o tratamento fica mais fácil, não há mais razão para associar a comida a essa necessidade.

O endocrinologista Mancini concorda, mas seu conselho é procurar ajuda o quanto antes. "Uma criança obesa tem mais chance de ter enfarte na idade adulta. A maior parte das crianças gordinhas vai ser um adulto gordinho", avisa. Além disso, de acordo com o médico, histórias de sucesso, como essa de Sílvia -- sem ajuda de qualquer recurso da medicina -- são muito difíceis.

A volta por cima
No início do tratamento, a antropóloga não conseguia caminhar por um quarteirão sem ficar exausta. "Eu não conseguia me levantar para tomar banho de tantas dores no estômago e nas pernas. Também sofria com dores de cabeça horríveis. sem contar que me sentia pequena, humilhada", confessa.

O esforço demorou a proporcionar resultados - foram quatro anos de luta. Mas valeu a pena. Hoje, Sílvia não consulta mais o psiquiatra. Aliás, ela é o tipo de mulher que exala segurança e auto-estima por onde passa. "Eu tenho prazer de dizer que fui obesa, porque, se a obesidade não tivesse entrado na minha vida, eu nunca teria descoberto a Silvia, e a Silvia é tão bacana...", orgulha-se.

Sua rotina, atualmente, é acordar às 5h30 para uma caminhada de 8km e controlar a alimentação, sem grandes sacrifícios: ela garante que come de tudo, menos fritura, porque passa mal.

Também continua na companhia de dança flamenca que começou a freqüentar durante o tratamento. "Vou todos os dias. E só saio de lá quando me arrancarem as pernas", brinca. "A pessoa precisa se adaptar às atividades físicas que lhe dão prazer. O importante é pensar que o que você vai ganhar com isso compensa a obrigação e rotina às quais você se impõe", ensina.

Quanto ao seu estado de saúde, Sílvia diz que só continua tomando o remédio para o controle do hipotireoidismo, nada mais. "Eu estou curada, espero continuar assim até meus 100 anos", comemora.

Lições de uma ex-obesa
Por entender que a luta contra a balança é mesmo bem difícil e admitir que muitas vezes pensou em desistir, Sílvia dá algumas dicas para quem quer vencer a obesidade.

- O primeiro passo é assumir o seu peso. Diga "eu tenho 180 quilos, não estou feliz e quero ser melhor";

- Não ter medo de enfrentar o processo com a ajuda de um psiquiatra. Controlar a depressão e a ansiedade é fundamental;

- Não ter medo de abrir o jogo com amigos e família para exigir respeito deles. Não tenha medo de falar o que está se passando, que você está lutando contra isso;

- Mesmo que erre, mesmo que desista em algum momento, tente recuperar as forças. Levante a cabeça e siga em frente.

Serviços
Silvia Bonini Regiani - antropóloga
Autora de Mulhersegura.com - 102 quilos a menos sem redutores de apetite e sem cirurgias, que pode ser adquirido pelo site da autora, na Livraria Porto e em breve também na Livraria Cultura
www.mulhersegura.com
www.livrariasporto.com.br
www.livrariacultura.com.br

Márcio Mancini - presidente do departamento de obesidade da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia e presidente da Abeso e endocrinologista do Hospital das Clínicas da USP
www.abeso.org.br/marciomancini

Denise Batista de Castro Menezes - neurologista e professora do curso de psicologia do desenvolvimento da PUC
www.neuromedmente-corpo.med.br
Fonte: http://mulher.terra.com.br/

20 dezembro 2012

Cientistas identificam bactéria ligada à obesidade


Obesidade: Entre 2006 e 2009, quatro milhões de brasileiros atingiram o estágio da obersidade mórbida, segundo o Ministério da Saúde
Obesidade: Bactéria envolvida na doença é identificada por pesquisadores chineses (Creatas Images/ThinkStock)
Um grupo de pesquisadores de Xangai identificou uma bactéria cuja presença nos intestinos pode ser a causadora da obesidade. Em testes feitos em laboratório, os cientistas, que são da Universidade Jiao Tong, na China, descobriram que os ratos que normalmente resistem à obesidade, inclusive quando consomem alimentos com muitas calorias, terminaram engordando após receberem injeções com uma bactéria humana chamada enterobactéria. Esses achados foram publicados na edição desta semana do periódico International Society for Microbial Ecology.
CONHEÇA A PESQUISA

Título original: An opportunistic pathogen isolated from the gut of an obese human causes obesity in germfree mice

Onde foi divulgada: periódico InternationalSociety for Microbial Ecology Journal

Quem fez: Na Fei e Liping Zhao

Instituição: Universidade de Jiao Tong, na China

Resultado: Os pesquisadores observaram que ratos que normalmente resistem à obesidade, mesmo com uma dieta calórica, ganharam peso ao receberem injeções com uma bactéria humana chamada enterobactéria. Esta bactéria foi encontrada em grandes quantidades nos intestinos de uma pessoa com obesidade mórbida que participou voluntariamente do estudo e, por isso, os cientistas a relacionam com a doença.
















Antes de fazerem experimentos com ratos, os pesquisadores chineses haviam encontrado grandes quantidades dessa bactéria no intestino de uma pessoa que sofria de obesidade mórbida. A partir dessa descoberta, então, a equipe resolveu observar o que o microrganismo provoca no corpo de roedores. Para isso, os animais receberam injeções contendo a enterobactéria ao longo de 10 semanas. Os resultados confirmaram a relação entre essa bactéria e um maior risco de obesidade.
Dieta - Em outra etapa do estudo, os pesquisadores selecionaram um voluntário obeso que, durante nove semanas,  conseguiu perder 30 quilos seguindo uma dieta à base de cereais e alimentos medicinais chineses tradicionais. De acordo com o artigo, com a dieta e a perda de peso, a presença da enterobactéria no intestino dessa pessoa chegou a um nível indetectável. O próximo passo dos pesquisadores, eles afirmam, é identificar mais bactérias que influenciam no risco da obesidade.
(Com Agência France-Presse)
Fonte: http://veja.abril.com.br/

08 outubro 2012

Ansiedade


Pequenos hábitos podem combater a ansiedade

O autocontrole é a melhor saída para diminuir o nível de ansiedade
A ansiedade já faz parte da nossa rotina e o excesso dela pode comprometer o bem-estar, levar ao estresse e até o surgimento de doenças e transtornos alimentares, como a anorexia nervosa, bulimia nervosa, alimentação compulsiva, entre outros. No entanto, há uma série de hábitos saudáveis que podem contribuir para o autocontrole, diminuindo assim o nível de ansiedade.
 
Dê atenção à alimentação - Descontamos a ansiedade de diversas formas portanto, ao iniciar uma refeição, preste atenção na alimentação, coma devagar e mastigue bem os alimentos, isso proporcionará uma maior sensação de saciedade.
 

Exercite-se! - Se quiser obter o controle das reações da mente e do corpo, abuse dos exercícios. O estresse e situações estressantes estão diretamente relacionados com a ansiedade. Por isso, para combatê-la, a atividade física pode ser uma ótima alternativa.
 

Estimulantes - A ansiedade pode ser estimulada sem ao menos notarmos, por isso, evite álcool, bebidas com cafeína, chás verdes e cigarros, pois estas substâncias são estimulantes e podem aumentar a sensação de nervosismo.
 

Ambiente - A ansiedade está fortemente associada à compulsão, por isso, quando for hora de relaxar, por exemplo, durante as refeições, fuja de ambientes agitados, e evite distrações como assistir televisão, usar o computador ou celular. Isso ajudará a ter uma refeição mais tranquila, adequada e agradável.
 

Doces - No momento da ansiedade, muitas pessoas optam por comer doces. Se essa vontade for grande, dê preferência aos alimentos com baixas calorias, como gelatinas, balas de alga, doces com frutas e até mesmo frutas. Desvie o foco! - Não desconte a ansiedade nos alimentos. Desvie o foco da comida e busque fazer outras atividades, como ouvir música e assistir um filme. Tenha sempre uma alternativa para deixar o alimento de lado e relaxar.
 

Beba chá - Os chás que contêm substâncias sedativas suaves também ajudam no autocontrole. Dê preferência para os chás de melissa, camomila e erva doce. O maracujá também possui propriedades calmantes, tanto a fruta como suas folhas.
 

Concentração - Normalmente em momentos onde a ansiedade está alta, nossa respiração muda, e passa a ficar rápida e curta. Nessa hora é indispensável se concentrar e para deixar a respiração completa e profunda. Ocupe-se! Outra dica é manter a mente ocupada. Estando com a mente ocupada, a ansiedade não terá espaço.
 

Autoconhecimento - Algo muito importante é se conhecer e entender os pontos que devem ser melhorados ou aperfeiçoados. Descubra quais são as suas fraquezas, pois o autoconhecimento ajuda a controlar a ansiedade.
 
 
 
Bruna Pinheiro
Nutricionista Dieta e Saúde 
CRN3: 35001/P

28 março 2012

"Sejas sempre renovável"


imagem google















OPINIÃO | 28.03.2012 - 06:37hs

Por uma melhor qualidade de vida

José Medeiros
Creio que data da metade do século 20 a repetição de conselhos médicos: faça um regime adequado, faça caminhadas, não fume, evite os estresses prolongados. Os médicos tinham razão. Os limites da vida humana no Brasil oscilavam entre 50 e 60 anos. Uma parte da população não abandonava as comidas excessivamente gordurosas. Excedia-se nelas. Numa contraofensiva dos que não aceitavam os regimes, virou moda repetir um poema de Vinicius de Moraes, poeta e cronista consagrado; a título de curiosidade, reproduzo de memória esse poema:

“Não comerei da alface a verde pétala/Nem da cenoura as hóstias desbotadas/Deixarei as pastagens às manadas/E a quem mais aprouver fazer dieta./Não nasci ruminante como os bois/Nem como os coelhos. Roedor; nasci/Omnívoro: deem-me feijão com arroz/E um bife, e um queijo forte, e parati/E eu morrerei, feliz, do coração/De ter vivido sem comer em vão”.

Observação do médico que sempre o acompanhou: “Iludia-se o poeta. Num tempo em que as coisas andaram meio pretas, ele teve que se enquadrar direitinho e passou a comer legumes na água e sal. Castigo. Comia resmungando e com muitos protestos”.

Dada a natureza do assunto de que trato neste artigo, lembro que, raramente, na atualidade, ouve-se falar de doenças que maltrataram pessoas e famílias nos 50 anos anteriores: tétano, coqueluche, difteria e paralisia infantil, entre outras. Os progressos da medicina fizeram milagres: as vacinas hoje obrigatórias, a penicilina e os antibióticos, os avanços da cirurgia e do arsenal terapêutico que se dispõe. Acrescente-se alimentação adequada e cuidados que concorrem para a melhoria da qualidade de vida.

Perguntaram a um pediatra quando se deve começar a educação alimentar das crianças. Ele respondeu: durante a gravidez da mãe, porque ao nascer o bebê, o peito deve ser a fonte alimentar insubstituível; meses depois, evite-se o excesso de alimentos que podem levar à obesidade.

A preservação da saúde física e mental deve ser uma luta diária. A lição que nos dá Santo Agostinho é encorajadora: “Não é possível dizer-te sempre coisas novas, nem te é necessário ouvi-las. O que importa é que sejas sempre renovável, que te desprendas cada dia do homem-velho e que cada dia tornes a nascer, a crescer e a evoluir”.

15 março 2012

Adoçante: mitos e verdades


Entenda como consumir adoçantes de forma segura


Fonte: Gnt

Por Renata Demôro 

Adoçantes engordam? Podem causar câncer? Qual a quantidade recomendada? Indicados para diabéticos e dietas com restrição de açúcar, o produto deve ser consumido com cautela. A seguir, o médico nutrólogo Fernando Chueire, membro da Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN) e a nutricionista Carolina Paz, da rede de suplementos nutricionais Sports Nutrition Center, respondem o que é verdade ou mito em relação aos adoçantes. Confira:


  • 1
    Como os adoçantes não contêm calorias, posso ingerir o quanto quiser
    Mito. O nutrólogo Fernando Chueire diz que, para não oferecer riscos à saúde, o consumo de adoçantes deve respeitar os limites de ingestão diária aceitável (IDA). “Para encontrar os valores máximos para cada pessoa é preciso multiplicar a quantidade de determinado adoçante pelo peso corporal. Mas vale ressaltar que é difícil ultrapassar as recomedações diárias. Por exemplo, uma pessoa que pesa 60 Kg pode ingerir até 2.200 mg de aspartame, o  que significa que ela pode beber até 6,3 litros de refrigerante diet ou light em um único dia”, explica o médico. Confira os valores máximos diários para cada tipo de adoçante:
    Aspartame: 40 mg x peso corporal 
    Acesulfame K: 15 mg x peso corporal    
    Ciclamato: 11 mg x peso corporal    
    Sacarina: 5 mg x peso corporal    
    Sucralose: 15 mg x peso corporal     
  • 2
    Adoçantes causam câncer
    Parcialmente mito. De acordo com a nutricionista Carolina Paz, “quando consumidos regularmente em excesso e acima dos valores recomendados os adoçantes podem possuir efeito tóxico sobre o organismo e, assim, aumentar os riscos de incidência de câncer”. Fernando Chueire explica que “o resultado dos estudos, realizados até o momento, não comprovou a relação dos adoçantes com o desenvolvimento de câncer”.
  • 3
    Adoçante engorda
    Parcialmente mito. De acordo com estudo publicado na revista "NeuroImage", a sensação de saciedade ao consumir o mesmo produto com açúcar ou na versão diet é diferente. A falta da glicose, responsável por liberar neurotransmissores que dão sensação de bem-estar, pode levar ao consumo exagerado de produtos em versão dietética, que podem conter muita gordura e, assim, promover ganho de peso.  Segundo Carolina Paz, “os adoçantes possuem pouco ou nenhum valor calórico e, portanto, não engordam diretamente. Indiretamente, eles podem engordar, já que certas pessoas aumentam o consumo de produtos nas versões diet e light por achar que não vão ganhar peso consumindo itens sem açúcar”.
  • 4
    Crianças não devem consumir adoçantes
    Mito. Para Fernando Chueire, o crescente número de crianças obesas ou com sobrepeso pode justificar a substituição do açúcar por adoçantes. “Crianças diabéticas também podem fazer uso do produto, sempre com orientação médica e nutricional adequada”, explica o nutrólogo.
  • 5
    A estévia é inofensiva à saúde
    Verdade. Apesar do sabor residual forte, é o adoçante mais recomendado por médicos e nutricionistas. “A estévia é um adoçante natural. Estudos em animais e humanos indicam que essa substância possui propriedades anti-hipertensivas e que poderiam reduzir a glicemia em pacientes com diabetes tipo 2”, diz Carolina Paz.
  • 6
    Grávidas não devem ingerir adoçantes
    Parcialmente verdade. O nutrólogo Fernando Chueire diz que ainda não existem dados conclusivos sobre a relação entre o consumo de adoçantes pelas grávidas e má formações fetais. “Somente diabéticas e mulheres que precisam controlar o ganho de peso devem ingerir adoçantes durante a gravidez, dando preferência para a sucralose, acessulfame K, estévia e aspartame”, explica o médico.
  • 7
    A sucralose não faz mal à saúde
    Verdade. A nutricionista Carolina Paz diz que “a sucralose é o adoçante que possui sabor mais próximo do açúcar, já que é um derivado da cana. Ela é altamente estável em diferentes temperaturas e, de acordo com estudos realizados até o momento, não causa cáries”. 
  • 8
    Adoçantes podem ser consumidos por qualquer pessoa
    Parcialmente verdade. Em geral, qualquer pessoa pode ingerir adoçantes, desde que respeite a quantidade máxima recomendada. De acordo com Fernando Chueire, “o aspartame está contraindicado para portadores de fenilcetonúria, já que pode dar origem ao retardo mental. O problema é facilmente diagnosticado em recém-nascidos, através do chamado Teste do Pezinho”.
  • 9
    Somente diabéticos devem consumir adoçante regularmente
    Mito. Fernando Chueire explica que “pessoas obesas ou com sobrepeso podem substituir o açúcar por adoçante, desde que respeitem a ingestão máxima recomendada. Além das bebidas, como café e sucos, é preciso levar em consideração a quantidade de adoçante contido em produtos industrializados diet ou light, como bolos, biscoitos, balas e refrigerantes”. Segundo Carolina Paz, “estévia e sucralose são os adoçantes mais indicados para consumo diário, já que são menos propensos a causar qualquer tipo de dano ao organismo”.